O meia é apresentado no clube que iniciou carreira, convicto com bom comportamento que o coloca no lado oposto dos "bad boys"
Paraná Clube apresentou o meia Lúcio Flávio, que retorna ao time tricolor de começou a carreira profissional após 11 anos. O feriado de Corpus Christis foi motivo de alegria para muitos paranistas, que encararam a tarde fria em Curitiba e lotaram o salão da sede social do clube para receber o ídolo dos final dos anos 90. O jogador assina um contrato de dois anos e chega com a missão de ser o maestro da equipe, que disputa a segunda divisão do Brasileiro e do Paranaense.
Após deixar a Vila Capanema, em 2001, Lúcio Flávio seguiu a carreira e se destacou no Coritiba e Botafogo, onde alcançou o melhor momento como atleta. Após o Glorioso, foi contratado pelo Santos, teve uma rápida passagem pelo futebol mexicano e disputou a Série B pelo Vitória. Sem conseguir apresentar as boas atuações que o consagrou, o jogador espera reencontrar a alegria de jogar no time de origem.
Uma característica que ficou marcante em todos os clubes em que defendeu foi o comprometimento com a carreira, que rendeu a fama de bom menino do futebol brasileiro. Em meio a exemplos de "bad boys", Lúcio Flávio nunca se envolveu em escândalos ou acompanhou os colegas em famosas noitadas.
Sempre fui muito observador e procurei tirar os exemplos positivos. Os negativos você pega para não seguir"
Lúcio Flávio
O jogador lembra que desde criança sempre soube separar os exemplos bons dos ruins.
- Eu sempre fui muito pé no chão. Desde a minha formação como criança, sempre fui muito observador e procurei sempre tirar os exemplos positivos. Os negativos você pega para não seguir. Isso é uma forma não só de respeitar o teu companheiro, mas respeitar quem te contrata e quem contribui no clube.
Antes mesmo de ser questionado pelo rótulo de correto, Lúcio Flávio tratou sobre a diferença entre comprometimento e envolvimento. Ele lembra que o verdadeiro jogador precisa se comprometer com o time e não estar lá como um simples profissional, que não liga para história que ajuda a construir.
- É muito fácil se envolver com as coisas. Vou ao treino, jogo e tudo bem. Mas o negócio é se comprometer, se preocupar com o clube, funcionários, torcedores. Do estilo profissional, que perdeu o jogo vai ficar chateado. Não vai para a bagunça, mesmo após seu time ser derrotado. O cara que é comprometido vai analisar e pensar
.
.


0 comentários:
Postar um comentário